Conversão

Em 2025 não escrevi nada por aqui. Não sei se se faltaram as palavras ou se me faltou o tempo. Talvez porque não sabia por onde começar. Tinha muito por colocar cá fora e no meio da abundância escolhi o silêncio que nos momentos mais difíceis foi o que me acalmou. Sem querer me prender ao cliché que a retrospetiva implica queria apenas deixar aqui gravado que 2025 foi ano de conversão. E que bonito foi. Tão bonito foi que quase lagrimei quando arrumava as decorações de natal neste Janeiro sempre cinzento e frio. Não é o Janeiro que custa, custa é deixar para trás toda a aura de celebração que os dias passados carregaram consigo. 

E mesmo que Janeiro seja um mês frio e escuro, cá em casa há sempre luz. As meias coloridas, a cama amarela, os rinocerontes, leões e elefantes minúsculos, as inúmeras canetas de cor de rebuçado, o balão laranja, a toalha com desenhos bordados, os brinquedos e artimanhas, escondidos por baixo das suas almofadas inundadas com o sabor de cheiro inocente. 

Tão bonita que é a infância e tão bonita que ela é dentro de casa


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